Brasileiros perderam mais de R$ 200 milhões em 2018 em transferências internacionais

Levantamento inédito feito pela TransferWise mostra que usar bancos tradicionais para remessas ao exterior pode ser até 3 vezes mais caro no Brasil;

Dos entrevistados, 94,6% acham que sabem quanto estão pagando em tarifas, mas só 8,7% deles entendem o custo real de enviar dinheiro para fora do país

São Paulo, 25 junho de 2019 - Duzentos milhões de reais. Essa é a quantia que os brasileiros poderiam ter economizado em 2018 se não tivessem utilizado bancos tradicionais para envio de remessas ao exterior, de acordo com um levantamento feito pela TransferWise. Fundada em 2011 em Londres, a TransferWise vem investindo no potencial do Brasil - que enviou mais de US$ 2 bilhões em remessas para o exterior em 2018, de acordo com o Banco Central - e revela agora uma pesquisa exclusiva sobre o perfil e comportamento dos brasileiros que enviam dinheiro para fora do país.

“Desde que a TransferWise chegou no Brasil, em abril de 2016, vimos o país se tornar um dos nossos cinco maiores mercados sem nenhum investimento em marketing. Isso mostra a necessidade que os brasileiros tinham por um serviço mais fácil, barato e transparente para movimentar dinheiro internacionalmente", afirma Diana Ávila, líder da operação na América Latina da TransferWise. "Até hoje, já movimentamos mais de R$ 15 bilhões no Brasil e vemos o volume mensal crescer cada vez mais". 

Apesar do enorme crescimento que a TransferWise viu no Brasil, de acordo com a pesquisa feita em parceria com a Rock Content um grande número de pessoas que faz remessas para o exterior não sabe realmente quanto está pagando por esses serviços. Foram ao todo 2.427 entrevistados que já tinham enviado dinheiro para o exterior. A grande maioria (94,6%) afirma que entende quanto paga por uma transferência internacional. No entanto, ao entrar nos detalhes de quais tarifas são cobradas só 8,7% deles sabiam que não pagam só uma tarifa fixa, mas também um spread no valor do câmbio, que é um valor extra referente à diferença entre a taxa de compra e venda.

Os homens são os que mais tendem a achar que sabem quanto estão sendo cobrados: 63,2% contra 52,8% das mulheres. Quando se fala de renda, quem recebe um salário de R$ 3.748 e R$ 9.370 mostrou saber mais sobre as tarifas e impostos cobradas.

Mais destaques da pesquisa

Mesmo sem entender totalmente a maneira que são cobrados, os brasileiros se mostram insatisfeitos com as altas taxas dos grandes bancos: apenas 11,2% dos entrevistados se consideram muito satisfeitos com as taxas cobradas pelos bancos, enquanto 63.2% dos entrevistados disseram estar razoavelmente ou muito satisfeitos ao usar serviços alternativos com taxas mais justas. 

Como era de se esperar, o Dólar é a moeda que os brasileiros mais convertem, seguida do Euro e do Real (usada por brasileiros que moram fora do país e enviam dinheiro para cá).

O principal meio que os brasileiros usam para movimentar dinheiro internacionalmente é transferência bancária (53,2%); seguido do cartão de débito ou crédito (20,4%) e, por fim, o old school dinheiro em espécie (15,2%). Já a forma como as pessoas pagam por essa transferência varia principalmente de acordo com a idade. Os millennials ainda são os que mais se adaptaram às novas tecnologias: os entrevistados com até 34 anos são os mais adeptos a um processo inteiramente digital, por aplicativos. Já quem está entre os 35 e 54 anos costuma optar pelo pagamento via desktop. As pessoas acima de 55 anos ainda prefere realizar o pagamento pessoalmente em uma agência. 

Veja mais informações sobre a pesquisa no infográfico completo.

A diferença nos custos

Para entender como os R$ 200 milhões poderiam ter sido economizados é preciso comparar as taxas praticadas entre as empresas que oferecem o serviço de transferência internacional. Hoje, o envio pela TransferWise é até três vezes mais econômico do que em bancos tradicionais e o processo é feito de maneira inteiramente transparente - no primeiro passo, as pessoas já sabem exatamente quanto vão pagar e quanto o recipiente vai receber. Além disso, a maior parte das transações acontece em menos de 24 horas, e 10% delas já são feitas em menos de 1 hora. 

Com relação ao custo das transferências, a diferença média quando comparamos bancos com a TransferWise é de mais de R$ 200 em  uma transferência de US$ 1.000. Além de valores exorbitantes em tarifas fixas, os bancos também cobram uma média de 5% de spread no câmbio enquanto a TransferWise usa o valor do câmbio comercial - aquele que você encontra no Google. 


A comparação dos serviços fica evidente quando os números são colocados lado a lado:

*Considerando o envio de US$ 1,000. Taxas de Março de 2019. 

Sobre TransferWise

A TransferWise é uma empresa de tecnologia global que está construindo a melhor maneira de movimentar dinheiro ao redor do mundo. Não importa se você está enviando dinheiro para outro país, gastando dinheiro no exterior ou fazendo e recebendo pagamentos de negócios internacionais, a TransferWise tem a missão de facilitar sua vida e economizar seu dinheiro.

Cofundada por Taavet Hinrikus e Kristo Käärmann, a TransferWise foi lançada em 2011. É uma das empresas de tecnologia de crescimento mais rápido do mundo, tendo levantado US$ 700 milhões na primeira e segunda rodada de investimento, de nomes como Lead Edge, Lone Pine, Vitruvian, IVP e Merian Global. Investidores, Andreessen Horowitz, Sir Richard Branson, Valar Ventures e Max Levchin do PayPal. 

Mais de cinco milhões de pessoas usam a TransferWise, que processa mais de US$ 5 bilhões em pagamentos todos os meses, economizando mais de US$ 1 bilhão por ano. Ao todo, são 11 escritórios pelo mundo e serviço que cobre mais de 1.300 rotas e 49 moedas. 

Beto Petroni