Dia Mundial da Internet: o que você não sabia sobre conexões à internet

Sexta-feira, 17 de maio de 2019 — Se voltarmos aos anos 60, é fácil acreditar que ninguém imaginava que hoje em dia tudo à nossa volta dependeria da internet, das comunicações e redes sociais, às transações financeiras. Estima-se que existam 4 bilhões de usuários de internet, por isso é difícil pensar no que faríamos sem conexão. Estamos em uma nova era tecnológica, onde absolutamente tudo passa pela internet, não apenas as comunicações, mas também a segurança, os bancos, a maneira como tarefas são executadas em uma empresa, e até mesmo hospitais e clínicas médicas. É algo que já está enraizado no dia a dia das pessoas, mas o que realmente sabemos sobre conexões à internet?

Existem duas formas de obter conexão: de um lado, as conexões via satélite, usadas principalmente em áreas de difícil acesso para cabeamento marítimo ou terrestre, como é o caso das zonas rurais. Do outro, há o cabo de fibra ótica, principal provedor de internet na maioria das grandes cidades. De fato, 97% das conexões globais acontecem por meio da instalação de cabos submarinos de fibra ótica, que então chegam às cidades pela fiação terrestre.

Especialistas estimam que, unindo todos os cabos existentes, seria possível dar a volta ao mundo 22 vezes. Além disso, esse tipo de conexão é projetado de forma a evitar a interrupção da internet caso algum cabo seja danificado. "O cabeamento é pensado para que haja redundância: o sistema tem formato de anel e cada saída terrestre possui outras rotas de entrada e caminhos alternativos", explica Ernesto Curci, vice-presidente de Serviços e Gerenciamento de Redes da CenturyLink LATAM.

Por exemplo, um dos cabos que conecta o Brasil à Internet é o South American Crossing, operado pela CenturyLink na América Latina, que transporta 1,5 TB de dados por segundo. O mesmo possui redundância e via dupla, e chega pelo Oceano conectando-se à rede terrestre em Fortaleza, Rio de Janeiro e Praia Grande em SP, seguindo de lá para a Las Toninas, na Argentina. A escolha dos locais de conexão com terra deve-se às condições do fundo do mar, que não deve ser rochoso nem apresentar declives acentuados. Da Argentina, atravessa pelos Andes para o Chile, ligando Buenos Aires a Santiago, e segue em direção a Valparaíso, conectando a costa oeste da América Latina através do Oceano Pacífico. O anel se fecha ao cruzar o Panamá, retornando ao Oceano Atlântico.

Enquanto o cabo tem diâmetro de entre 3 e 7 cm (dependendo do tipo), as fibras que o compõem têm a espessura de um fio de cabelo. Você pode estar se perguntando o que acontece quando uma maior largura de banda é necessária. A realidade é que a capacidade é gerenciada a partir dos equipamentos instalados nas landing stations, que agregam a tecnologia necessária para aumentar a velocidade. Hoje, a tecnologia permite aumentar a capacidade em mais de 50 vezes sem mudanças estruturais nos cabos. E isso se tornou realmente necessário porque a demanda por banda e acessos é sempre crescente..

Além disso, os cabos de fibra ótica permitem uma economia de energia de 70%. Sem dúvida, a expansão da fibra óptica na região continuará a revolucionar a experiência dos usuários no Brasil e em toda a América Latina.

Sobre a CenturyLink
CenturyLink (NYSE: CTL) é o segundo maior provedor de comunicações dos Estados Unidos para clientes corporativos globais.  Com clientes em mais de 60 países e um foco intenso na experiência do cliente, a CenturyLink se esforça para ser a melhor empresa de redes do mundo, ao resolver a crescente demanda dos clientes por conexões confiáveis e seguras. A empresa também atua como o parceiro de confiança de seus clientes, ajudando-os a administrar complexidades crescentes de rede e TI e fornecendo soluções gerenciadas de rede e de cibersegurança, que ajuda a proteger seus negócios. 


Denise Claudino